terça-feira, outubro 31, 2006

 

Beleza natural
por Thalita Brassolatti

A beleza tornou-se referência em qualquer parte do mundo. Desfiles selecionam as modelos que mais se encaixam no perfil desejado do estilista. Como meros "cabides" humanos, as mulheres expõem os produtos e os colocam a venda.

Para que se tornem modelos, as mulheres passam por muitas seleções e precisam obedecer a várias exigências. Boca, nariz, olhos, cintura, quadril, bumbum, coxas, PESO.

Há pouco tempo um grande desfile de Madri proibiu que modelos com índice de massa corporal (IMC) abaixo de 18 desfilassem, pois representavam mau exemplo a muitas jovens que eram obcecadas pelo peso (anorexia, bulimia, etc). Esta foi a primeira vez que modelos foram vetadas em algum desfile, onde a preferência sempre foi a magreza excessiva.

Em um desfile a magreza é necessária para que toda atenção esteja refletida na roupa que estão usando, e não para os corpos das modelos. Nessas circunstâncias, podemos perceber que isso não deve ser levado a sério por mulheres que não pretendem vender o que usam. Pergunto se um padrão de beleza deve realmente existir? A beleza natural já não faz parte do perfil brasileiro. Mulheres antes consideradas musas se "deformam" à medida que tentam se transformar esperando a perfeição.

Plásticas, tratamentos, maquiagens, dietas milagrosas, conseqüentemente, doenças.
Talvez a proibição dessas modelos tenha sido de alguma forma um protesto, impedir que "esqueletos humanos" desfilem mostra que na realidade não é isso que temos como "modelos" de mulher, e sim, queremos a beleza natural.

Algumas são magras por naturezas, desde que sejam saudáveis, não devemos mudá-las. Outras são gordinhas por natureza, o que não é um defeito. O regime só deve ser feito para buscar um bem estar e não a perfeição estética do corpo.

Como sempre, os valores estão invertidos. Não culpo uma menina de buscar a beleza e perfeição a partir do momento que isso se tornou necessidade do mundo atual, mas, temos que pelo menos ter o bom senso de saber até que ponto isso está virando loucura. Temos que respeitar os limites de nosso corpo.

Parece que nunca estaremos contentes com nada!
Se estivermos gordas, estaremos gordas demais.
Se estivermos magras, estaremos magras demais.
Vai entender...

PS: Tudo bem que o assunto aqui não é política, mas, mais 4 anos de Lula? Ninguém merece...ou merece! A votação é o reflexo da população brasileira!

Boa sorte para o Lula e para o Brasil.
Seja o que "DEUS QUISER".

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segunda-feira, outubro 30, 2006

 

Diferenciação social pela moda
Por Gabriela Rassy

Difundida como algo superficial ou desprovido de complexidade, a cultura da moda pode ser compreendida como instrumento reflexivo dos mais diversos fenômenos sociais. A moda não só difere as classes sociais, mas também gerações, estilos, estados de espírito etc... Por intermédio da moda a sociedade moderna procura se diferenciar tanto de outros tempos quanto da atualidade, funcionando como mecanismo de identificação dos mais diversos grupos sociais.

O local onde uma pessoa nasce e é criada, as convivências ao longo da vida, as oportunidades, a classe social, isso tudo constrói o estilo deste individuo em harmonia com o ambiente em que ele vive. Assim, quando a moda se desenvolve, muda (evoluindo ou regredindo) os grupos sociais também alteram seu estilo e passam a aceitar novas tendências. Um exemplo é a calça baixa, que a minha mãe nunca imaginou usar, mas hoje não encontra as de cintura alta em loja alguma.

Mudança e adaptação são as chaves da moda. Como é efêmera, depende da reciclagem de suas tendências, assim, colaborando com seu principal aliado, o consumismo. Além de diferenciar grupos, a moda precisa das mudanças dentro dos próprios grupos (não muito radicais, se não assusta, não é?), para que nunca feche o ciclo das novidades e para que as pessoas, mesmo dentro de seu próprio grupo, nunca parem de consumir para adaptar. É um cilco vicioso dentro de um ciclo que nunca pode se viciar.

Contraditória ou simplesmente discutível, ela é um dos melhores instrumentos de identificação e de reflexão do comportamento social. E depois tem gente que acha que a moda não é complexa.

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domingo, outubro 29, 2006

 

Será mesmo apenas uma banalidade?
Por Danielly Abreu

Não há como separar a Moda da realidade, não há como deixar a MODA ser vista como algo sem importância. Ela está presente não só na estrutura estética da sociedade, mas muito além do que isso, na estrutura econômica e social. Há quem despreze a MODA pensando que ela não possua qualquer influência ou que seja uma banalidade. Mas a Moda é muito além de ficar ?bonitinho? perante um grupo.

Como já foi tratado, o capitalismo manipula muito as ações das pessoas e com a ajuda da mídia as pessoas estão expostas a idéias e formas de se comportarem em que dependem somente delas seguir ou não. A MODA contém uma preocupação com o contexto histórico, social e econômico dos indivíduos envolvidos.

A MODA ela não acontece apenas em volta do individuo, mas no individuo. Um trecho do filósofo francês, Gilles Lipovetsky, escritor de livros sobre moda e suas interferências e conseqüências na sociedade, descreve a importância da Moda em um ser humano.

"Tal é a grandeza da moda, que remete sempre mais o indivíduo para si mesmo; tal é a miséria da moda que nos torna cada vez mais problemática para nós mesmos e para os outros." ( Gilles Lipovetsky, O Império do Efêmero)

A Moda possui um domínio sobre o individuo que pode ser favorável ou não. Pois a MODA trás uma satisfação pela sua forma de expressão, mas também leva a um vício de consumismo, apesar de algumas Modas serem lançadas para condenar essa manipulação e servirem apenas como forma de expressão, a Moda é uma ?faca de dois gumes? retrata a revolta da sociedade contra o momento histórico, mas também deixa seus seguidores presos a essa forma de expressão.

Seguir um estilo por que é legal, por que é interessante, por que todo mundo segue e depois de um tempo rejeita-lo e seguir outro é um abandono de identidade e se tornar um alienado e consumista, mas aqueles que procuram na moda a sua forma de se manifestar na sociedade e colocar o seu ponto de vista, faz com que ela não possuam apenas essa visão estética e fútil, mas sim uma concepção histórica muito importante.
As Modas dos anos 60, 70, 80 ou outras ficaram marcadas por que não formam efêmeras, tinha um poder de formar opinião, se colocarem no mundo, ter um ideal a ser seguido, uma imagem a privar. A forma de expressão durou décadas por que a mudança não foi apenas estética, mas que causou conseqüência social e econômica no contexto histórico.

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Egoísmo nosso de cada dia
Por Beatriz Bertarelli

Domingo, 29 de outubro de 2006. Segundo turno das eleições de um país desacreditado, atônito, passivo. Segundo turno de uma época em que se fala muito em ?voto consciente?, mas onde não se consegue enxergar diferenças reais e significativas nem mesmo naquilo que deveria ser oposto, diferente, renovador.

Faz -se então protestos. Surgem aqueles que acreditam na anulação do voto como forma inteligente de protestar. O movimento Anule o Seu Voto defende o voto nulo como reação contra a corrupção, mas entende que o voto nulo isolado não muda nada. Eles sabem que há necessidade de uma união, para que o voto nulo não seja um ato sem valor, e sim, se torne um ato de protesto. Mas, onde está o ato de protestar quando sabemos que essa união necessária não existe, e que nosso voto assim, se torna inútil?

Aparecem também os revoltados e decepcionados com a situação atual. Aqueles que não se conformam com o que estamos passando, e acreditam que votar na ?oposição? é a melhor forma de protesto, a única maneira de mudar esse quadro. Mas, que ?oposição? é essa, se percebemos que a maioria desses ?protestantes? mal a conhecem e mal se informam. Ela, que deveria ser diferente e renovadora, não nos traz nada de novidades. E então eu me pergunto: que protesto é esse em que há uma luta pra mudar pra algo que parece ser igual?

Eis ainda outras formas de protesto. Se conformar com a situação, ?lavar as mãos? e dizer que sempre foi assim e sempre vai ser, ou até mesmo votar com nariz de palhaço. E o que realmente nos levará à melhor solução? Existe a melhor solução? Sim, existe. Mas, o que seria o melhor para mim, infelizmente pode não ser o melhor pra você. É só uma questão de valores, de pontos de vista diferentes que são, com certeza, sempre egoístas.

E aí?! Quem estará realmente certo?

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sábado, outubro 28, 2006

 

Zuzu Angel , muito além da moda.
Por Fabiana Ciccarelli Veras

"Muito sangue foi derramado pela idéia de que todos os homens merecem a liberdade e de que todos são iguais perante a lei".Gilberto Dimenstein, do livro Cidadão de Papel, Editora Ática, 2005.

Nascida em 1921, na cidade de Curvelo e ainda criança foi morar em Belo Horizonte, posteriormente foi morar ba Bahia.Lugar esse que despertou a imaginação e a criatividade da revelação brasileira nos anos 50.Ainda em Minas Gerais fazia roupas para suas primas e confeccionou sua primeira roupa profissionalmente em meados dos anos 50.

Já na década de 70 abriu sua loja no Rio De Janeiro, participou de desfiles e levou seu nome para o exterior.Suas roupas eram vendidas em lojas de departamentos nos Estados Unidos, como Bloomingdale?s.Estrelas como Liza Minelli, Joan Crawford e Kim Novak apareciam em seu ateliê, no Rio, para encomendar seus vestidos. Zuzu foi a pioneira, quebrou aquele conceito de que as mulheres só costuravam, e ainda entrou no mercado norte americano mudando a imagem negativa que o Brasil carregava sobre a moda, porquê a cultura européia era a grande referência do período.

O mérito da modista é pela sua originalidade, pois fazia uma moda brasileira totalmente Brasileira, usava uma linguagem pessoal, com cores características do clima de nosso país.Realmente ela valorizava a nossa cultura.

Mas sua história foi além da moda.A estilista lutou contra a ditadura militar, quando ?perdeu? seu filho, Stuart Angel Jones, que desapareceu na escuridão da Ditadura. Militante Político, ele foi preso e torturado até a morte, em maio de 1971.Zuzu desesperada lutou para rever o corpo do seu filho.E em protesto, no mesmo ano da morte de seu filho, lançou uma coleção protestando as ações da ditadura, com figuras de pássaros engaiolados e balas de canhão disparadas contra anjos. Que representa seu filho, uma vítima da ditadura.Durante cinco anos lutou para conseguir ver o corpo do Stuart ,usando suas únicas armas, o AMOR e a MODA.

Morta aos 49 anos de idade, em 14 de abril de 1976, às 3:00 horas, na Estrada da Gávea, à saída do Túnel Dois Irmãos (RJ).Uma morte trágica e forjada pelos militares, porquê Zuzu conseguiu denunciar ao mundo através de desfiles, coleções e uma carta a Henry Kissinger, que na época era secretario de Estado do Governo Norte-Americano,que a ditadura tentava esconder os desaparecidos.

Hoje essa história deu origem a um filme, estreado em 2006 dirigido por Sergio Rezende.

Referências.
http://www.zuzuangel.com.br/
http://www.terra.com.br/istoegente/100mulheres/moda/zuzu.htm

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sexta-feira, outubro 27, 2006

 

O contra consumismo que virou consumismo
por Jamille Salomão

Os anos 60 foi marcado pelos movimentos sociais contra o capitalismo, consumismo, tão valorizado no pós Segunda Guerra Mundial e o modismo. Dentre esses movimentos surgiu o hippie e o punk. Os dois tinham uma ideologia contra a cultura vigente naquele ano e chocar a sociedade cpnservadora. O punk com um estilo mais radical, roupas velhas surradas, em oposição ao consumismo e cabelo moicano, para agredir os mais conservadores O hippie com roupas muito coloridas, minissaias, vestidos e batas indianas (um estilo psicodélico) e cabelos compridos, mostrou no estilo sua revolta contra o consumismo e a sociedade capitalista. Muitos chamavam esses movimentos de contra-cultura.

?Apesar da fraude e da leviandade que embaraçam seus contornos uma nova cultura esta realmente surgindo entre nossa juventude (...) uma cultura tão radicalmente dissociada dos pressupostos básicos da nossa sociedade que muitas pessoas nem sequer a consideram uma cultura, e sim uma invasão bárbara de aspecto alarmante.? - Theodore Roszack - A Contracultura, 1972.

O que ocorreu foi uma coisa engraçada. Esses dois estilos, que eram contra o modismo e o consumismo, acabaram transformando ?se em moda. As roupas usadas em ambos os movimentos acabaram sendo transformadas em marcas e foram e ainda são vendidas em lojas. O consumismo transformou roupas que eram usadas para demonstra revolta contra esse sistema em roupas da moda.

O que mais o capitalismo vai transformar em mercadoria?

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quinta-feira, outubro 26, 2006

 

Vaidade + Homens
Por Mayra Altomari

Se antes eram só as mulheres que saiam para fazer compras de roupas, acessórios, agora isso virou moda entre os homens.
Na época do meu pai, há 40 anos, os homens não se preocupavam muito que roupa iam vestir, não eram tão vaidosos. Colocavam uma calça, camisa e sapato, e tava ótimo. Hoje, eles levam mais tempo que as mulheres para escolherem a roupa.

Não é por acaso que isso está acontecendo. A moda masculina está evoluindo a cada dia. As calças, bermudas, camisetas, camisas estão mais ousadas, modernas, com cores que antigamente eles nem pensavam em usar, como o rosa e o lilás.

O estilo está se modernizando. Antes ninguém via um homem em uma loja comprando um colar para ele usar. Ou escolhendo que corte de cabelo ele vai fazer dessa vez, ou até mesmo fazendo as unhas.
Os sapatos, tênis e chinelos masculinos evoluiram bastante também. Tem sapato de bico fino, quadrado e redondo, para todos os gostos. Tênis então nem se fala. Várias marcas como puma, nike, adidas entre outras lançam modelos novos sempre.

Por isso que os homens, adolescentes, estão se vestindo melhor, porque agora há diversas opções de roupa, sapato e acessórios. E eles podem escolher qual combina mais com a própria personalidade.
E não precisam ter medo ou vergonha de serem vaidosos, as mulheres gostam disso!

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quarta-feira, outubro 25, 2006

 

Falando em moda...
Por Camile Liguori

Cursando o 4º semestre de moda na faculdade Anhembi Morumbi, Lívia Tiemi, 21 anos, falou um pouco sobre suas perspectivas e ambições com relação à carreira.

Outlet Social: Quando você percebeu que queria fazer moda?
Lívia: Sempre gostei de mexer com roupas e ter um estilo próprio, mas só depois que comecei a trabalhar como vendedora na M. Officer percebi que moda não era apenas criação e modelagem, tinha também a parte administrativa que me interessou bastante.

Outlet Social: Como você encara o cenário da moda no Brasil?
Lívia: Em constante expansão e com um público consumidor cada vez mais exigente. Todos se preocupam com a imagem que estão passando, com sua aparência e com seu estilo em geral, isso só fortalece a industria da moda.

Outlet Social: Com qual área você mais se identifica?
Lívia: Com a área de marketing e administração. A maioria das pessoas esquece que por trás de um vestido bonitinho há todo um estudo de mercado e essa é uma área que ainda precisa ser explorada.

Outlet Social: O que é estar na moda pra você?
Lívia: Pode parecer um pouco ?senso comum? mas acho que estar na moda se enquadra bem naquela coisa do se sentir bem consigo mesmo, estar à vontade e ter certeza de que o que você está vestindo passa um pouco da sua personalidade.

Outlet Social: O que você acha brega?
Lívia: Xiii... Pergunta difícil. O que é brega pra mim pode ser ?super in? pra outra pessoa. Mas acho péssimo meia listrada.

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terça-feira, outubro 24, 2006

 

EMO. Essa é a moda do momento! Será?
por Thalita Brassolatti

Alguém entende, afinal, o que é ser emo? Será que existe uma explicação sensata?
Pensei nesse assunto pois, pra quem não sabe, trabalho num shopping, e esse é um dos lugares mais frequentados por eles, não me perguntem porque!

Franja escorrida pelo rosto, cabelo colorido, lápis preto borrado no olho, camiseta tamanho PP (pra ficar beeemm agarradinha), muitos cintos (nenhum deles com a intenção de segurar a calça), boné colorido de lado, unhas pintadas (meninos e meninas), e lágrimas, muitaass lágrimas.

Sem preconceitos, vou explicar um pouquinho desse estilo (de música, não de vida).

O Emo (abreviação do inglês emotional hardcore) surgiu no final dos anos 80 com um álbum da banda Hüsker Dü, que mostrava um Hard Core extremamente sentimental. Após isso, o emo emergiu em Washington D.C., entre os restos da cena do hardcore que tinha bandas como Minor Threat e Bad Brains. O termo "emo" (alongado às vezes ao "emocore") foi usado inicialmente para descrever apenas algumas faixas do hardcore que favoreceram vocais expressivos sobre problemas sentimentais.

É importante lembrar que nenhuma das bandas consideradas EMO jamais aceitou ou se auto-definiu através deste rótulo. A palavra "Emo" era vista como uma piada ou algo pejorativo e artificial.

Portanto, não tem ideologia, não tem história, não tem luta e nem protestos. É simplesmente um estilo de música.

O que mais me entristece é perceber que quem mais adere essa nova ?moda? são os pré-adolescentes, mais ou menos de 11 a 15 anos e todos de classe média-alta. Estão em fase de formação de personalidade e de opinião. O estilo de ser EMO não tem conteúdo, os tornam tristes e depressivos. O homossexualismo é também muito presente entre eles, meninos beijam meninos, e meninas beijam meninas, isso também virou moda.

O preconceito está cada vez maior. Sempre ouvimos falar de casos violência contra eles. Integrantes de outras tribos os atacam, porque não aceitam suas atitudes ou por pura ignorância.

Gostaria que esses jovens entendessem que EMO é apenas um estilo de música, e não um estilo de vida. Não precisamos ter franja e nem beijar pessoas do mesmo sexo pra entrar nessa moda. Basta ouvir a música e curtir a vida. Essas lágrimas deixamos para motivos mais sérios.

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segunda-feira, outubro 23, 2006

 

Salve-se quem puder!
Por Gabriela Rassy

Desde pequena ando muito na avenida paulista. Meu pai trabalha lá há vários anos e eu sempre adorei ir junto com ele, sentar no escadão da Gazeta e olhar a infinidade de pessoas que passam apressadas todos os dias. Até insisti em estudar lá por um tempo, só pelo prazer de ficar no escadão.

Nesse final de semana repeti o programa, mas uma coisa mudou. As pessoas estavam iguais. Eu olhava, olhava, olhava e só via duas possibilidades: Trabalhadores com roupas sociais, olhar de psicopata (às seis horas da tarde é tenebroso) e celular grudado na orelha ou jovens de cabelos lisos (esticados até o talo), franja, camisas xadrez, botas desproporcionalmente grandes para o tamanho dos pés e, indispensável, tatuagem.

Não sei o que aconteceu nesse tempo que eu fiquei sem observar o movimento do escadão, sei que toda a diversidade que eu gostava de ver não existe mais. Parece que acabou a criatividade desse povo! Parece inclusive que as pessoas que estudam moda combinam de ir vestidas nesse padrão bizarro.

O engraçado é que todos eles têm cara de drogado, mas não devem usar nada, por que se usassem poderiam viajar um pouco e criar coisas, se não novas, pelo menos diferentes. Sair dessa bad trip do inferno que faz todos serem idênticos. Afinal, se até os aspirantes a profissionais da moda se vestem uns iguais aos outros, estamos perdidos!

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domingo, outubro 22, 2006

 

Sim, nós temos roupas fosforescentes!
Por Beatriz Bertarelli

Vasculhando a internet neste domingo chuvoso e totalmente de ressaca da noite anterior, acabei por encontrar algo relacionado à moda que me chamou atenção. (o que é bem raro, eu diria)

Confesso que sou viciada em internet. Passo pelo menos sete horas dos meus tão atarefados dias entrando e saindo de uma lista infinita de sites, trocando mensagem pelo MSN ou até mesmo pensando na vida. (eu penso na vida olhando pra tela do computador! Você nunca fez isso?) Confesso também que não viveria, ou pelo menos não me sentiria tão completa caso não pudesse desfrutar de toda essa tecnologia, todos os dias. Ok, ok....existem viciados em álcool, em chocolate, em sexo e... em tecnologia!

Falando em tecnologia, vamos ao que interessa!

Há alguns tempos, em um passado não tão distante assim, imaginávamos que depois da mudança de século, no ano 2000, encontraríamos nas ruas pessoas vestidas com roupas de tecido metalizados, como se via em filmes e em desenhos animados.

Até ontem pensei que isso nunca mais fosse acontecer ou chegar perto de acontecer, já que estamos em 2006 e nunca sequer tinha ouvido falar em nada que representasse muita inovação tecnológica em roupas. Ou pelo menos, nada de tão absurdo como roupas metalizadas e afins.

Por isso a notícia relacionada à moda que li hoje me chamou atenção. Descobri que tecnologia e moda estão interagindo cada vez mais. A maior prova disso, até hoje, são as peças hightech lançadas por duas empresas européias, vanguardistas nesta super ultra mega ?nova tendência?. As peças da coleção hightech são iluminadas ou podem interagir com diversos tipos de gadgets. A Luminex, empresa italiana, desenvolveu uma estrutura de fibras ópticas em panos, criando tecidos cada vez mais psicodélicos. As peças ganham uma tonalidade multicolorida, cuja potência da luz varia de acordo com a funcionalidade das roupas.

Além das roupas hightech, existem ainda roupas sensíveis ao tato, que podem interagir com PDA´s e iPods, vestimentas que possam auxiliar pessoas doentes a controlar seu estado de saúde através de sensores e até casacos que carregam notebooks. Mais recente e cinematográfico, a criação da capa da invisibilidade.

E eu que pensava que a moda não tivesse nada a ver com tecnologia...













Leia mais: http://www.fashionbubbles.com/2006/tecidos-inteligentes-tornam-roupas-hightech/

http://wnews.uol.com.br/site/techguru/ver.php?&idConteudo=1426&origem=1

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A Moda no Capitalismo
Por Danielly Abreu

"A sociedade de consumo é a programação do cotidiano: ela manipula e quadricula racionalmente a vida individual e social em todos os seus interstícios; tudo se torna artifício e ilusão a serviço do lucro capitalista e das classes dominantes."
( Gilles Lipovetsky, O Império do Efêmero)

Após o século XIX, a sociedade era vista como uma sociedade de massa e com isso os meios de comunicação, assim também os meios industriais faziam com que a sociedade pensasse igual. Como se induzissem uma idéia na cabeça das pessoas e elas reagissem de forma satisfatória.

O consumismo era um forte aliado, já que uma sociedade capitalista precisa dele para sobreviver. Foucault fez uma análise dizendo que essa sociedade em que só pensa no lucro tem um controle do tempo e dos corpos dos indivíduos, em todos os aspectos. Pode-se verificar o poder da manipulação que todos estão sofrendo em qualquer área.

Como tudo estava voltado para a sociedade de massa (o fordismo produzia em massa intensificando esse consumismo) a moda não poderia ser diferente. Voltada para a sociedade estipulada e com o ideal do capitalismo a Moda é implantada de forma a induzir um indivíduo a usar determinada roupa que está sendo lançada e produzir em série faz com que essa intensificação da necessidade de compra aumente.

Porém os indivíduos começaram a ter uma preocupação maior com as suas vestimentas, começaram a selecionar o que queriam vestir e começaram a produzir as suas próprias roupas. Com isso as grandes indústrias perceberam que a manipulação já não funcionava tão eficaz como nos anos 50, por exemplo. E como se preocupavam com o lucro do capitalismo investiram em um outro mercado o da diversificação, hoje não há mais uma só tendência, mas as vitrines e as passarelas apresentam diversos modelos para que o consumidor (a principal personagem) possa escolher o que lhe agrada mais.

Apesar da haver esse controle, a moda está partindo para um caminho diferente, faz com que as pessoas consigam expressar um pouco a sua personalidade através da roupa, deixou de se copiar apenas uma tendência, mas sim copia-se diversas. Quem sabe a próxima moda não seja ser VOCÊ MESMO.

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Tatuagem uma atitude milenar
Por Fabiana Ciccarelli

No Taiti,de onde acredita-se que a tatuagem é uma prática divina.Surgiu o nome da mais conceituada arte.Suas origens são as mais diversas e ainda não existe uma ao certo que explique essa arte, pois todas se contradizem. Acredita-se que desde o tempo das cavernas os homens usavam a tatuagem para expressar bravura e coragem.Mas documentos certificam que a tatuagem era usada no Egito antigo, 4000 e 2000 a.C, e no Japão e na China há mais de sete mil anos.Uma coisa é certeza a tatuagem evolui de acordo com o desenvolvimento humano.

Hoje além da arte a tatuagem carrega várias divergências, até chega a ser comparada a um ato de barbárie.Mas não é bem assim, para uns a tatuagem possui um significado pessoal e para outros cultural.Existem outras coisas que devem ser levadas em conta, tatuar o corpo é como compartilhar um costume milenar.È construir uma personalidade,expressar sua liberdade e demonstrar sentimentos que estão guardados a sete chaves.Alguns ficam admirados com exposições de fotos, quadros, gravuras...A tatuagem é uma arte,só que quando se deparam com pessoas com o corpo marcado acham isso fora do comum e criticam sua personalidade julgando-os como marginais.É um absurdo existir esse tipo de julgamento em pleno século XXI.

A igreja , por exemplo acha que existem alguns símbolos que podem ser associados com o Satanás , e o Dragão é um deles , existe até uma passagem da bíblia que confirma essa teoria. "E vi descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo, e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos".(Apocalipse 20.2)

Atualmente nos Estados Unidos existem 40 milhões de pessoas adeptas a tatuagem.Arte essa que já virou moda também no Brasil. Em São Paulo existe a lei n°9.828 ,que proíbe desde 1997, tatuagens em menores de idade mesmo com o consentimento dos pais.

Existem várias opções e formas de tatuagem, que causam e despertam fascínios e desejos.É uma opção é claro, mas ela exige cuidados e reparos algo que é eterno precisa de cautela na escolha para não despertar arrependimento.Dês da arte até a técnica , existem significados, é uma atitude misteriosa que para cada um representa algo e é impossível compreender cada um deles.

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sexta-feira, outubro 20, 2006

 

De volta ao estilo punk
por Jamille Salomão

Dentre os vários movimentos que marcaram o século XX seria impossível não notar a presença dos Punks. Um movimento ?criado? na década de 70 e que tinha por objetivos a afirmação de uma personalidade ou estilo, sem se envolver em questões éticas e políticas.

Desde a sua criação os punks sempre estiveram ligados à moda e a musica, esta por sua vez a maior influenciadora no modo de se vestir e se produzir. O inicio do movimento teve sua origem na Inglaterra por conta da estilista Viviane Westwood, dona de uma loja de roupas que abasteciam as bandas punks na Inglaterra.

Com um estilo próprio, cabelos pintados e cortados estilo moicano, roupas rasgadas, camisas com frases de critica ao governo, esse foi o estilo encontrado pelos punks para mostrar sua critica ao sistema de governo, ao consumismo e a cultura de massa.

Com idéias apartidarias e a liberdade para acreditar ou não em um Deus, os punks acabaram se assemelhando em muito com os anarquistas e passaram então a realizar atividades junto com esse grupo.

Como a maioria dos movimentos que existem a muito tempo os punks tambem tem varias vertentes incluindo algumas como os straight edge (livres de drogas) , ou o Oi! fundado a partir da junção de ideais punks com os de skinheads, movimento este rejeitado e caçado pelos que seguem as ideias originais do movimento.

O punk como varios outros movimentos como o hiphop, os Emos, e o Reggae que foram criados apartir da moda ou da musica tem uma grande influencia na sociedade por gerar uma diversidade de pensamentos e ideais , alem de acabarem por si só influenciando na cultura do local.

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quinta-feira, outubro 19, 2006

 

Preparação para a guerra matinal
Por Gabriela Rassy

Dormir tarde, mas não porque teve uma super festa e sim porque o jogo de paciência no computador não me deixava em paz. Acordar cedo com cara de acabada e lembrar: ?fantástico... e pessoas pouco críticas vão me ver assim?. Olhar no espelho e perceber o desastre. Cabelo péssimo, olheiras terríveis e rosto inchado. Sempre inchado pela manhã e pensamento número 1: ?Porque eu não estudo de noite??.

Preguiça de tomar banho seguida pela preguiça infinita de lavar o cabelo. Guarda roupa. Pensamento número 2: ?Oh não!?, abrir a porta, sentar na frente (sim, sentada que de pé cansa), imaginar o que me serve e o que eu tenho esperança que um dia volte a servir. Pensar, pensar, pensar. Pensamento pseudo-significativo número 3: ?Emagrecer pra entrar nessa calça que eu usava três anos atrás?. Escolher a mesma saia que uso toda semana, fingir que não me importo com isso, achar uma blusa que combine, escolher a mesma blusinha. Procurar um casaco descente e pensamento número 4: ?Não, não esse rasgado por dentro. Nem aquele que só tem uma manchinha no braço?.

Pronta pra guerra. Sim, pronta. Depois de desperdiçar 30 minutos preciosos de sono, para escolher o mesmo figurino de toda semana. Descobrir que nem fica tão bom assim só no elevador. Lembrar que depois de 20 minutos de uso essa saia começa a cair. Pensamento 5: ?E ainda acham que colocar uma roupa molinha e papete é fácil?.

Os pensamentos podem parecer confusos, mas não me desculpo por isso, afinal, quem não é confuso de manhã na frente do armário?

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terça-feira, outubro 17, 2006

 

Reciclagem de roupa
Por Thalita Brassolatti

As vezes olhamos para o armário e não encontramos nada que nos agrade. Penso em uma roupa e percebo que ela não existe. O que posso fazer? Criar, cortar, tirar medidas e costurar! Hoje, tudo pode ser reciclado, até nossas roupas. Nada melhor do que ser original.

A Ong Florescer criou um projeto chamado Recicla Jeans, que consiste na criação e confecção de peças e acessórios especiais de vestuário e de decoração a partir da reciclagem de jeans e resíduos têxteis. Nádia Rubio Bacchi é estilista e fundadora da entidade.

Esse Projeto foi lançado em Porto Alegre, em setembro de 2003 com um desfile no Donna Fashion Iguatemi. Atualmente eles possuem algumas lojas, inclusive uma em São Paulo, no Shopping D que vende essas roupas recicladas que são feitas por jovens desempregados que aprendem a arte da costura.

"Uma lição de cidadania, que conta com a parceria da Prefeitura Municipal de São Paulo e da Unesco, quebrando o paradigma de que moda é feita pela elite e para a elite. Recicla Jeans é um projeto ambicioso que democratiza a moda, colocando-a a serviço de uma comunidade carente de recursos, mas cheia de criatividade."
Retirado do site: http://www.ongflorescer.com.br/.

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segunda-feira, outubro 16, 2006

 

Biquíni!!!
Por Mayra Altomari

Com o clima predominante tropical, o Brasil é o país que mais fabrica e consome o biquíni. Apesar disso, este foi inventado pelo estilista francês Louis Réard e a primeira aparição foi em 26 de junho de 1946. O traje não emplacou logo de cara.

Foi no final dos anos 50 que o biquíni passou a ser usado no Brasil. Já nos anos 60 foi usado o modelo "engana-mamãe" (olhando de frente parecia um maiô, e por trás um perfeito boquíni). Quando chegou os anos 70 os modelos de biquínis brasileiros passaram a ser menores, como exemplo a tanga.

Os anos foram passando, cada vez mais tecnologias surgindo para fazer biquínis resistentes ao banho de mar e a piscina, e acabou que hoje o biquíni é reconhecido internacionalmente, seja por seu estilo, criatividade e qualidade.
Vários outros acessórios foram surgindo para fazer parte do visual. Tanga, chapéus, óculos, chinelos, bolsa etc.

Agora é só esperar o sol sair e aproveitar! Tem modelos para todos os gostos, seja sungão, tanga, e as melhores marcas se encontram aqui!

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domingo, outubro 15, 2006

 

Liberdade da Moda
Por Danielly Abreu

A primeira característica que me vem à mente quando se fala em MODA é liberdade. Liberdade de expressão, liberdade de escolher o que quer. Tantas foram as manifestações em que a Liberdade era fundamental para que houvesse a conquista de um estilo que constituísse a MODA.
Hoje, a customatização está em Moda, comprar uma roupa e personaliza-la ou então renovar o guarda-roupa com apenas uma tesoura e tintas é uma nova forma de se expor, mesmo que sem tenta manifestação ou sem tanto impacto, mas de uma forma ou de outra a liberdade é o carro-guia.
Os hippies, como já foi citado tantas vezes no blog, sempre vêm a mente por sua forma tão despreocupada de se vestir estava envolvido em uma personalidade envolvida na liberdade que tinham em mostrar para o mundo a sua forma de vê-lo. E assim também foram os punks, góticos e muitas outras manifestações e criações.
Liberdade de querer ser diferente, Liberdade de querer dar a sociedade uma nova forma de ver o mundo, uma liberdade que nenhuma censura poderia bloquear, pois assim como os músicos e grandes intelectuais ?sobreviveram? a uma ditadura, pois não há como bloquear a liberdade de pensamento, assim também é a Moda, pois mesmo de forma discreta e driblando quem deseja, coloca a sua forma de ver o mundo e de ir contra ele, colocar a sua opinião em um vestido todo florido, ou todo rasgado, ou todo preto, seja lá qual for a forma de se por no mundo a Liberdade é como um impulso, uma força a mais para enfrentar os problemas e os empecilhos.
A conquista de espaço em uma sociedade pela Moda é também por conta de uma estrutura dela mesma, pois todos têm a convicção de que todos possuem liberdade de expressão e como a Moda parte desse princípio à sociedade aceita, pode até ser que não concorde e nem goste do que está vendo, mas aceita a caracterização daquela tribo.Liberdade de se expor e liberdade de criticar, assim também a sociedade possui essa liberdade de dizer sobre esta ou aquela forma de se vestir e por mais que se tente girar e dizer que a Moda parte de outros princípios ao meu ver a LIBERDADE é o principal deles, sem ela talvez nunca teríamos tido manifestações como as tratadas e que iremos tratar.

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Amiga de todas as horas
Por Beatriz Bertarelli

O jeans foi fabricado pela primeira vez em Nimes, na França. Ele chegou até a indústria têxtil de Maryland, em 1972, que popularizou o seu uso. O tecido de algodão sarjado foi chamado de denim e, por ser um tecido que não merecia grandes cuidados e sendo bastante durável, foi logo utilizado para roupas dos trabalhadores do campo e para os mineiros da Califórnia.

O estilo das calças jeans não mudou muito desde aquela época em que, mais tarde os hippies utilizavam como uma forma de se rebelar contra as roupas convencionais. Sendo assim, o jeans é um tipo de moda que não foi criado pelos grandes estilistas e não foi criado para passarelas. Ele apareceu por ser durável, confortável e barato. Apareceu para ser usado por todos, a qualquer momento.

Deu certo. Hoje a calça jeans está no guarda roupa de todo tipo de pessoa no mundo todo. Ela aparece nos botecos de esquina e nas passarelas de grandes desfiles. Em todas as estações do ano, em todas as classes sociais, em pessoas dos mais variados estilos, homens e mulheres, adultos e crianças. Não importa a idade, nem a ocasião.

Ela combina com uma camiseta e fica muito bem com aquela sua blusinha predileta. Há quem goste ainda de usá-la por baixo de um vestido ou uma saia e têm até aqueles que se sentem á vontade só com ela e nada mais.

Quer acertar no visual? Nem pense duas vezes! Vista uma calça jeans e seja feliz!

Texto para suporte: http://www.estanciaaltodaserra.com.br/canal_country/historia_do_jeans.htm

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sábado, outubro 14, 2006

 

Brechó
Por Fabiana Ciccarelli

Esses dias eu estava vendo um programa de televisão e a apresentadora estava falando que temos que nos livrar das coisas velhas, PORQUE elas trazem azar.Foi nesse dia uma sexta-feira treze, que eu levei a minha mãe a loucura.Ficamos acordada até tarde separando roupas , sapatos e acessórios para montar um brechó, aqui na garagem de casa.Eu estava muito empolgada.As roupas não eram velhas só não serviam e algumas estavam desbotadas mas nem tanto, dava pra usar ainda.Foram horas colocando preços nas peças de roupas e À cada peça lembrávamos de histórias. Foi aí que eu descobri que cada peça de roupa , cada acessório, carrega uma história ,um sentimento ,uma lembrança.

Foi a hora que me dei conta que um brechó pode ser, mais que uma lojinha de roupas usadas.Pode ir além. Sim, são roupas usadas e baratinhas, mas existem brechós que são de roupas usadas e caríssimas.

Algumas pessoas enxergam nos brechós uma possibilidade de moda, porque os tempos avançam, mas a moda retrocede e nesses lugares existem chances de encontrar peças únicas.E hoje as pessoas gostam de exclusividade.Exclusividade que não dá para encontrar nas lojas. Mas entra em questão também o preconceito, as pessoas não querem usar roupas usadas porque elas carregam a idéia de história.

Nesse sábado percebi que moda é só uma teoria.Existem pessoas e pessoas, estilos e estilos e existe um vilão o preço.A moda da passarela ou a do shopping não são para todos,algumas peças ficam só na imaginação ou no sonho.Nessa hora o estilo ,a moda ,o sonho e o desejo ficam de lado.As pessoas fazem sua moda e seu estilo de acordo com seu bolso,que há tempos gritam por socorro. E o velho brechó acaba sendo uma solução!

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sexta-feira, outubro 13, 2006

 

Década das conquista
Por Jamille Salomão

Sempre quando o assunto é manifestação social a primeira coisa que vem a cabeça da maioria é o movimento hippie. Como a Gabi já falou desse movimento, resolvi pesquisar e descobri que após a Primeria Guerra Mundial houve uma grande manifestação das mulheres e, claro, essa manifestaççao influenciou o modo de vestir.

Durante a guerra as mulheres trabalharam na industria bélica, e esse foi o primeiro momento que a a mulher saiu de casa para trabalha, começava ai a busca pela independêcia da mulher. Depois do termino da guerra, essas mulheres continuaram trabalhando e perceberam que as roupas que usavam eram desconfortáveis, saias longas, espatilhos, entre outra, com esse desconforto elas procuravam saias mais curtas, roupas mais confortaveis para facilitar na serviço. Começou dai a revolução da moda .

Ao contrário do que aconteceu na primeira guerra, após o termino da segunda guerra, as roupa femininas tinham mais panos, voltou a saia longa, para insentivar a indútria textil, que foi abalada durante a guerra.

Bom, acho que a decada de 20 foi a decada da mulher. Elas conquistaram coisa que os homens demoraram seculos para conquistarem, e uma das coisa foi a maneira de se vestir. As mulheres mudaram da decada de 10, decada em que usavam esparilhos, roupas pesadas, para a decada de 20, onde as roupas ficaram mais leves e confortaveis e elas começaram a ser vistas como pessoas capazes de executar tarefas fora de casa. Isso mostra a força feminina e sua grande capacidade de conquista.

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segunda-feira, outubro 09, 2006

 

Contra cultura
por Gabriela Rassy

Uma das épocas mais ricas culturalmente foi os anos 60. Até hoje é a época que trás mais o sentimento de "nasci na época errada". Isso tudo pelos movimentos sociais que fervilhavam, como por exemplo o movimento Hippie. Ele começou com uma mobilização social de contestação e negação de nacionalismo e guerras e acabou sendo um estilo de vida e de comportamento que aterrorizava as famílias mais conservadoras. Os hippies eram adeptos do uso de drogas como a maconha e o LSD, do amor livre e da paz. Deixavam a cultura capitalista de lado para viver em comunidades onde todos tinham igual participação para decisões.

A inovação libertária deu espaço para um estilo tranqüilo e despojado. Cabelos compridos (considerados anti-higiênicos ou "coisa de mulher") eram a maior tendência do grupo. Além disso, usavam roupas de inspiração indiana, calças boca de sino, saias muito longas ou muito curtas e cores vibrantes e psicodélicas. O símbolo da paz e a flor também foram freqüentemente usados como designação para o movimento (foi inclusive criada a expressão "flower power").

Há pouco tempo surgiu uma onda neo-hippie mais ou menos igual à dos anos 60. Nessa versão do século XXI, os hippies não tem o costume de viver em comunidades, porém continuam sendo do estilo underground. Costumeiramente vivem da venda de artesanatos e são excluídos pela sociedade que não aceita seus hábitos. O maior representante dessa cultura, hoje no Brasil, é o cantor Ventania.

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domingo, outubro 08, 2006

 

Qual é a manifestação social de hoje???
Por Danielly Abreu

No texto passado eu coloquei a dúvida entre Moda e Estilo, o que era apresentado para a sociedade, hoje eu vou retratar a Moda com um significado diferente, olhar a Moda por outro ângulo, tratar a Moda como um Manifesto Social.
A Manifestação Social depende do contexto em que está envolvido, por exemplo, os grafites que vemos nas ruas é uma forma de demonstrar insatisfação com o governo, uma forma de se colocar na sociedade e fazer uma manifestação. Da mesma forma a Moda é uma ferramenta para demonstrar uma inovação ou uma forma de protesto ao que está sendo imposto à sociedade.
Houve uma quebra de valores quando os punks resolveram lançar uma moda, com o olhar preconceituoso de muitos que acreditavam que aquilo era roupa para vândalos, os punks colocaram a sua revolta em roupas pretas, cabelos coloridos e muitas correntes por todo o corpo.
Agora poderíamos nos perguntar qual é a manifestação que está acontecendo no mundo de hoje, já que a moda é ter o corpo de modelo e roupa que aparentam ser de grife. Isso talvez possa parecer para muitos um abandono da vontade de se manifestar, não causar tanto impacto quanto outras tribos. Pode até ter uma certa relevância, já que a sociedade jovem de hoje é ?cansada? de lutar por ideais, uma geração acomodada, como se vissem que nada adianta a luta por ideais, então o jeito é sentar e esperar no que vai dar. Ou então, essa forma, vamos considerar os termos ?patricinha e mauricinho?, está em querer parecer maior, mais importante, mais bem sucedido. Já que importamos tudo dos países desenvolvidos, por que também não importar a MODA?
Sempre tivemos esse problema em querermos ser aquilo que não somos, queremos ser um país que se veste com à Moda de Milão.Parar para pensar em Manifestação social é um aspecto muito curioso e ao mesmo tempo complexo para a Moda, mas possui um valor imenso para entender a caracterização das pessoas em suas determinadas épocas.

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sábado, outubro 07, 2006

 

Década de 20
por Thalita Brassolatti

O charme das melindrosas e o ritmo do jazz, a sociedade dos anos 20, além da ópera ou do teatro, também freqüentava os cinematógrafos, que exibiam os filmes de Hollywood e seus astros, como Rodolfo Valentino e Douglas Fairbanks.

Mulheres modernas, livres dos espartilhos (usados até o final do século 19), que freqüentavam os salões e traduzia em seu comportamento e modo de vestir o espírito da época. Com mais liberdade, começavam a mostrar o corpo e usar maquiagem. Coco Chanel era o estilista mais famoso, com seus cortes retos, capas, blazers, cardigãs, colares compridos, boinas e cabelos curtos que mostrava personalidade e audácia.

No Brasil, a Semana da Arte Moderna marcou a época, 1922, com artistas como Tarsila do Amaral e Mário de Andrade. Uma revolução que foi assistida com aplausos e vaias.

Foi também a era das inovações tecnológicas, da eletricidade, da modernização das fábricas, do rádio e do início do cinema falado, constituindo um dos pilares do chamado "american way of life" (o estilo de vida americano). Toda a euforia dos "felizes anos 20" acabou no dia 29 de outubro de 1929, quando a Bolsa de Valores de Nova York registrou a maior baixa de sua história. De um dia para o outro, os investidores perderam tudo, afetando toda a economia dos Estados Unidos, e, conseqüentemente, o resto do mundo. Os anos seguintes ficaram conhecidos como a Grande Depressão, marcados por falências, desemprego e desespero.

Uma época de muito glamour e elegância que se tornou inspiração para muitos estilistas atuais. Entre as grifes que trabalharam com anos 20 e retrô (elementos de décadas passadas) estão: Vogue, Persol, Chanel, Salvatore Ferragamo, Prada, Miu Miu, Versace e Versus.

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sexta-feira, outubro 06, 2006

 

"De bem" com o rótulo!
Por Beatriz Bertarelli

Conversando hoje com uma amiga, na tentativa de que viesse uma grande idéia para meu post, percebi o mais novo inimigo da humanidade: o rótulo!

Como eu disse no post anterior, as pessoas são rotuladas de acordo com suas roupas. A primeira impressão é a que fica (pelo menos até que possam existir outras impressões) e essa é sempre marcada pelo modo como a pessoa está se vestindo. Não, a primeira coisa que nos chama atenção em uma pessoa não são os olhos, nem a boca, nem a bunda e nem mesmo a cor dos cabelos. A gente repara mesmo no estilo dessa pessoa. A gente vê primeiro se o cara é arrumadinho ou se ele é todo esculachado. Se ele tem cabelos compridos, provavelmente a gente vai rotulá ?lo de roqueiro e, se não fizer seu estilo, de nada adiantará a barriga tanquinho que ele pode ter. Se ele tiver franjinha, com certeza vou pensar: ele é emo! Odeio emos! Ou se ele estiver com uma camiseta velha e um chinelo havaianas, vou logo tachá-lo de ?largado?.

Não importa. Só me pergunto se quando a gente se veste temos essa noção do poder que uma roupa tem sobre as pessoas. Todo mundo diz que o melhor da vida se faz pelado e alguns até dizem que se você conversar olhando nos olhos de alguém, esse alguém jamais enxergará e se importará com a roupa que você está vestindo ou no que seu corte de cabelo representa. A verdade é que ás vezes rótulos são necessários. São eles que nos fazem ser pessoas diferentes até de costas e de boca fechada. É por eles que as pessoas se interessam ou não e aí sim podem vir a descobrir que eles não passam de rótulos...simples, e totalmente descartáveis...mas extremamente necessários.

E por isso eu digo a minha amiga que está irritada porque cortou o cabelo e agora está sendo rotulada de EMO: Baby, relaxa!

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quinta-feira, outubro 05, 2006

 

Manipulação...
Por Jamille Salomão

Para Marcuse, sociedades que tiveram o capitalismo tardio como a sociedade norte-americana, os trabalhadores eram acomodados, seduzidos pelo consumismo e pelos bens-materias.

Bom, tivemos as eleições para presidente, governador, senador e deputados. Não posso dizer que todos apenas os trabalhadores são acomodados, estamos vivendo em uma sociedade que tende, cada dia mais, a acomodação. Digo isso porque pelos resultados das eleições a população não esta muito preocupada com o futuro do país. Clodovil e Frank Aguiar foram eleitos para deputados, e aposto que a maioria das pessoas nem sabem o papel de um deputado, só sabem o papel do presidente. Os deputados aprovam leis, e o que o Clodovil sabe de política para aprovar alguma coisa?!?!?!?

Claro que a culpa não é só da população, o ensino brasileiro é precário. O problema é que o brasileiro se preocupa mais com a roupa que a atriz da novela das oito estava usando, do que no deputado que votou.

Eu acho que nós nos acostumamos com nossas vidas, acostumamos ver políticos roubando, mensalão, Clodovil deputado, o problema é que isso não podia acontecer. Como disse Marcuse, acho que um dos motivos desse conformismo foi a sedução pelo consumismo. As pessoas querem consumir moda ao invés de se preocupar com a política do país.

Vejo também que o consumismo é muito estimulado pelos meios de comunicação de massa, principalmente a Tv, para justamente, alienar as pessoas. Acho que uma maneira de deixar as pessoas fora da vida publica, literalmente.

Sei que o assunto não tem muito haver com o blog, que foi um post totalmente político, mas precisava desabafar...

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quarta-feira, outubro 04, 2006

 

"Mamãe quando crescer quero fazer faculdade de moda!"
Por Camile Liguori


Diferente dos meninos que ainda sonham em ser jogadores de futebol, as meninas vem sendo mais objetivas. Atriz ou modelo são sonhos do passado, elas querem mesmo é FAZER moda. Pelo menos é o que aponta a pesquisa publicada pela revista Capricho deste mês, edição 1002, onde o vestibular de moda é a primeira opção de 43% das entrevistadas.

As mães se descabelam e ainda insistem em ver as filha como médicas ou advogadas. Mal sabem elas que a moda é sim um mercado em potencial, no Brasil por exemplo, fatura cerca de 25 bilhões de dólares por ano e emprega 1,5 milhões de pessoas ficando atrás somente da China, Estados Unidos e Índia.
Apesar de ser um mercado extremamente competitivo e restrito abre um leque diverso de áreas para se atuar. Marketing de moda e Gerência de produtos, áreas ligadas à administração e publicidade, vem crescendo no país onde não nos restringimos somente à criação e ao modelismo.

Mamães desse Brasil deixem suas filhas seguirem seus próprios extintos! Ajudem-nas a se informar sobre o mercado, as faculdades e o curso, pois só assim elas terão certeza do que querem. Quem sabe vocês não tem um Versace em casa e estão desperdiçando seu talento.

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terça-feira, outubro 03, 2006

 


Com VIÉS OU SEM VIÉS ...
Por Fabiana Ciccarelli

Dia 17 de junho de 1937, sob o signo de gêmeos, nasce em Eliziário uma pequena cidade de São Paulo um estilista revolucionário.Clodovil Hernandes filho adotivo de pais de origem espanhola. Foi educado por padres em um colégio interno.Posteriormente formou-se professor e estilista.

Clô virou moda na televisão e apresentou programas direcionados ao público feminino.Cativou as telespectadoras com sua autenticidade e seu jeito convenceu a todos que a estética não deve depender da condição econômica.Apresentou seus desenhos a diversas pessoas, dando a oportunidade de usar uma roupa com a assinatura de Clodovil.

Clodovil que fala francês e espanhol não parou por aí, além de estilista já fez shows em casas noturnas e já estreou um espetáculo com sua biografia.Com 69 anos Clodovil não desiste de inventar novas maneiras de entrar na mídia, agora foi eleito Deputado Federal pelo estado de São Paulo, com 493.951 votos, foi o 3° deputado mais votado do estado.

E agora são 4 anos de Clodovil em Brasília. A função do deputado federal é de legislar e manter-se como guardião fiel das leis e propostas constitucionais nacionais, inclusive podendo propor, melhorar, alterar, anular leis complementares, reformar à Constituição federal e propor mudanças para a constituição de um novo Congresso Constituinte.

Agora fica a dúvida no ar, o povo elegeu o Sr Clodovil, mas suas propostas quais são? Em entrevista ao Diário do grande ABC o deputado disse que, "Eu não vou poder fazer nada, já sei. Mas 1 + 1 é sempre mais que dois".Dúvida não esclarecida.Mas o estilista quer relacionar sua profissão com seu atual estado político. "Não sou de esquerda nem de direita.Eu sou viés. De cima para baixo ou de baixo para cima, o viés passa por todos os caminhos", afirmou o novo Deputado ao Jornal Diário do Grande ABC.

Será que ele vai ser um bom Deputado? Será que a moda combina com política?Ou Clodovil combina com Política?Porque a última manifestação política que eu me lembre foi quando ele criticou Marta Suplicy. Demonstrando seu ódio pelo partido do PT.O Clô foi até processado. Foi em 2004 em seu programa de televisão na Rede Tv !, que ele surpreendeu suas telespectadoras com as ofensas a Ex Prefeita de São Paulo chamando-a de "Perua que teve sorte", "idiota" ,"inútil" e "desocupada".

Imagina se ele faz uma coisa dessas lá em Brasília?

Agora é só refletir, se o povo o elegeu em protesto ou por admiração?

Salvem-se, o Clodovil vai revolucionar.Vai dar cor a CÂMARA. Vai levantar a bandeira ROSA CHOQUE. Vai dar forças a moda.


Referências:http://politica.dgabc.com.br/materia.asp?materia=553009

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segunda-feira, outubro 02, 2006

 

Estilo Vagabundo
Por Gabriela Rassy

Um movimento social que criou seu próprio estilo de vestir e agir é por vezes confundido (ou entendido conscientemente) com malandro, vagabundo ou maloqueiro. Esse estilo tem nome, é o Hip Hop (termo criado pelo DJ Afrika Bambaataa). Começou em Nova Iorque, nos EUA, com o objetivo de dar espaço cultural e acolher os moradores pobres dos subúrbios: negros e latinos. Enfrentando todo tipo de preconceito, violência e exclusão, começaram nas ruas o movimento que lhes deu voz.

Cada gangue formada por esses jovens descobria na arte uma forma de fuga da dura realidade que enfrentavam (e enfrentam); além disso, foi um meio de expressar suas aflições e fugir da violência. Essa cultura de rua se baseia em alguns elementos básicos, sendo eles: DJ, Rap, Grafite, moda e gíria Hip Hop, dança de rua (Breaking), beatboxing e militância política.

A moda acompanha esse movimento desde sua existência. As marcas dedicadas ao estilo tiveram que dar o sangue para encontrar seu lugar ao sol. Porém, hoje, Walker Wear, FUBU e P. Diddy com sua Sean John, já têm espaço garantido no mundinho fashion, inclusive, a última, participando da semana de moda de NY. Calças e camisetas largas, correntes, boné, gorro, viseiras e mochilas vêm do movimento que consagrou o rap. E vários dos estilistas que já consideraram o Street Wear roupa de segunda categoria, se aproveitaram do estilo em suas coleções. O designer Mikhayel Tesfaye descreveu isso muito bem: "Os jovens do gueto sempre demonstraram criatividade, sempre tiveram a habilidade para elevar e mudar as coisas de tal forma que nenhum estilista foi capaz até hoje. E é exatamente por isso que eles dominam a moda agora."

Coisa boa também faz sucesso. E movimenta muito dinheiro. Infelizmente é isso que faz com que as pessoas reconheçam e dêem credibilidade à cultura de rua. E agora que está na moda, o estilo é de vagabundo?

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domingo, outubro 01, 2006

 

Nem a moda é por acaso
Por Beatriz Bertarelli

Você é apaixonado por rock e odeia pagode. Você torce pro Palmeiras e não entende como alguém pode ser Corinthiano. Algumas pessoas acreditam em Deus, outras em Alá, outras não acreditam em nada e algumas ainda crêem na força de Jah. Existem homens com mulheres, mulheres com mulheres e homens com homens. Um quarentão gosta de uma jovem e os loiros te chamam muito mais atenção. Seu pai adora assistir filmes de ação e sua mãe ama os romances.
Seu tio é alcoólatra, seu amigo é viciado em cocaína e você é um careta. Uns compram escova de dente rosa e outros preferem as verdes. Eu gosto do inverno, meu namorado prefere o verão. Noite e dia. Doce e salgado. Comer e beber. Andar e correr. Falar e gritar. Amar e odiar.

Já dizia minha avó baseada em alguém que disse pra ela: Tudo na vida é relativo! Imagino que com a moda não seja diferente. O que está ?na moda? pra você hoje pode não fazer nenhum sentido em meu guarda-roupa, e vice-versa.

Saia. Calça. Branco. Sexy. Terno. Shorts. Jeans. Tênis. Bota. Rosa. Sandália. Preto. Bolsa. Mochila. Azul. Manga curta. Manga comprida. Despojado. Cinto. Colar. Roxo. Pulseira. Maquiagem. Chique. Perfume. Marrom. Justo. Básico. Largo. Chinelo.

A gente tem milhares de opções e escolhe uma por dia. E com certeza não é por acaso. Moda não é só uma questão de preferências. É reflexo de nossas idéias, dos nossos caminhos. Cada um faz sua própria moda. Cada um faz seu próprio estilo. Cada um de nós faz escolhas e estas escolhas com certeza denunciam o modo como a gente mesmo quer e está sendo visto.

Vai sair?Aproveite e se olhe no espelho. As pessoas vão te ver do jeito que você está se vendo agora! Por isso, melhor você não tentar se esconder atrás de alguém que você não é.

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MODA OU ESTILO?
Por Danielly Abreu

Antes de começar a escrever este texto eu vi várias revistas para tentar entender a MODA. O que é a MODA? Foi a primeira pergunta que tentei responder a mim mesma, por mais que eu tentasse encontrar a resposta nessas revistas eu via o quanto ela era difícil de se explicar. Para o dicionário MODA é: usos e costumes efêmeros, admirados e imitados em certa época ou lugar. Pois bem, as meninas do blog já disseram o que a MODA significa para elas e não vi muita controvérsia e acho que nem o meu ponto de vista é muito diferente.
Mas como saber se está na MODA? O que é estar na MODA? Se eu sair com um vestido de bolinhas bem rodado, rabo de cavalo e óculos escuro estilo de gatinha certamente vão achar um tanto estranho, mas esse ESTILO foi MODA nos anos 60 e hoje não é tão aceito. Mas se eu colocar uma calça jeans e uma blusinha eu não estarei totalmente na MODA, mas não vão me ver como um ete na rua.
A MODA é algo totalmente instável e sem sentido, pelo menos a MODA que nos é lançada todos os dias na mídia, para eu ser bem aceita, tenho que ser magra, andar com as roupas de grife e em vez de andar desfilar nas ruas, na escola, no trabalho. Deve-se seguir um padrão, que não é tão seguro assim, até porque cada dia é lançada uma nova forma de se comportar de se vestir. A MODA de hoje pode não ser a mesma de amanhã e assim por diante.
Por isso, eu digo que MODA não é aquilo que vestimos, não é a nossa forma de se comportar, eu tenho a MINHA MODA, não eu tenho o meu ESTILO, a roupa que eu visto diz da minha personalidade, do meu estado do dia. Ao meu ver ESTILO não é MODA, MODA é passageiro, é um termo muito superficial. ESTILO é algo mais duradouro, uma forma de se colocar na sociedade.
Mas então os estilistas estariam lançando o que?
Bom, defendendo o meu pensamento eles lançam ESTILOS, MODA será lançada se a sociedade interessada aceitar esse nova forma de expressão. E para aqueles que não têm o próprio ESTILO, adquirem aquele que o estilista confecciona e para não dizer que está copiando fala que está na MODA.
Por isso chego a conclusão que MODA é mais abstrato do que pensava. Uma forma louca de manipular as pessoas a andarem em estereótipos sem qualquer forma de expressar a sua própria personalidade.Com isso posso afirmar que não estou na MODA, mas tenho um ESTILO, mesmo que discreto e quase sempre neutro, mas é desta forma que me quero colocar no mundo, não ser apontada como seguidora da MODA da novela das oito ou do RBD.

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Um estilo? Uma idéia? Uma forma de se expressar...

Não é questão de moda ou de consumo, e sim de provar que podemos ser e fazer o que quisermos!!

Como mostrar isso?

Pela roupa que vou usar é claro!!!

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O desfile de oito cabeças femininas completamente alienadas do mundo fashion. 

Beatriz, Mayra, Jamille, Thalita, Danielly, Camile, Fabiana e Grabriela são as oito estudantes de jornalismo que se aventuram nas passarelas onde idéias e comportamentos fazem parte da nova coleção.

Outlet Social. Uma manifestação social através da moda

Entre e fique à vontade. 

Estamos em liquidação. 

Faça sua oferta!

 




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