segunda-feira, outubro 20, 2008
A estudante de marketing, Tatiane Soares de Oliveira, 21 anos, acorda todos os dias às 6 da manhã, para trabalhar em um banco aprovando financiamentos de carros. Quando sai do serviço segue para a faculdade, onde fica até as 22h. Da faculdade, direto para a casa do namorado, onde juntos estampam camisetas.
'Minha rotina diária é acordar cedo e trabalhar seis horas, às vezes faço horas extras.Volto para casa e vou à Faculdade, quando têm encomendas, realizo esse trabalho normalmente às 22h, se forem poucas peças, pois a máquina estampa 50 camisetas por hora, então leva cerca de segundos para ficarem prontas. Se tenho uma encomenda maior, deixo para o final de semana ', explicou a estudante.
Em um mês, Tatiane já conseguiu vender 700 camisetas, cada uma custa R$ 25. Ela ganha R$ 17500, que é dividido entre parcelas da maquina que custa em média R$ 2800 e para a compra da matéria prima, que gasta R$10.500. Sobram sete mil reais que é dividido entre ela e o namorado. No banco, Tatiane ganha em média R$ 800. O lucro das camisetas varia de mês a mês, mas Tatiane fala que ainda é cedo para se dedicar somente a estamparia. 'No banco tenho segurança, com as camisetas consigo uma renda extra para possíveis desventuras e até mesmo para o armazenamento, uma reserva, para ser usada futuramente.'
Para o consultor do SEBRAE, Reinaldo Messias, o motivo das pessoas procurarem essa alternativa é o complemento da renda. 'Todo mundo sempre gosta de ter um dinheiro extra. Mas, esse dinheiro extra é um pouco ilusório, dependendo da faixa de renda que a pessoa esteja alocado no imposto de renda esse dinheiro pode chegar e não aparecer. Mas outro ponto que é mais interessante é o da satisfação pessoal. Muitas pessoas procuram o segundo emprego para desenvolverem uma nova carreira ', afirmou o consultor.
A paisagista Gica Mesiara, procurou o segundo emprego como a realização de um sonho. 'Eu sempre amei a natureza.Eu trabalhava com algo que eu também gostava, mas não me permitia expressar esse amor.Eu achei que o paisagismo era uma forma de trazer a natureza para a cidade de novo', falou a Gica.
Misturar conhecimentos empresariais com a vontade de vencer e fazer algo que lhe desse prazer, Gica é hoje dona de uma loja de paisagismo e cria projetos de jardins verticais. 'Trabalho nessa profissão há oito anos, e fiquei no banco ainda por dois anos. Das oito as seis eu trabalhava no banco e, todo meu tempo livre eu me dedicava ao inicio do meu novo negócio'.
A história de Antônia Joyce Venâncio é parecida com a de Gica. Antes de ingressar no ramo de confecção de bonecas, Joyce trabalhou em uma produtora de locação de equipamentos de Vídeo e Cinema, e também cuidava da parte administrativa e de produção. Junto com as suas irmãs, Lucia e Cristina, decidiram investir em um sonho de infância. 'Sempre tivemos esse sonho, percebi quando procurei nas lojas bonecas negras e não as encontrava', disse a artesã. Quando crianças elas não se identificavam com as bonecas, porque a maioria delas era branca com características européias. Nas lojas faltavam bonecas negras, essa situação as incomodava muito.
Chateada com a tristeza das meninas, a avó Maria Francisca, começou a fazer bonecas de pano com meias de seda e malhas na cor preta e marrom. As meninas cresceram, e com elas também cresceu a vontade de por a idéia da avó em prática. Foi a partir deste ponto que Joyce largou o emprego e começou a fazer os objetos que tanto gostava na infância. 'Nunca desisti do seu sonho. Se a pessoa tem um bom negócio em mãos o importante é seguir em frente e ter audácia, coragem e determinação', afirmou Joyce.
Quando ela começou a loja Preta Pretinha, o estabelecimento tinha apenas 15m². Hoje com nove anos de existência, a loja está com 120m², e é visitada por turistas do mundo todo, pesquisadores, estudantes e profissionais de varias áreas.
A missão das fundadoras é a de valorizar as diferenças e mostrar através da arte que são a favor da diversidade. A produção aumentou e ela junto com sua equipe já produzindo bonecas com características muçulmanas, orientais, indígenas e portadoras de deficiência física, afim de proporcionar as crianças uma identificação com o brinquedo.O empreendimento deu tão certo que Joyce passou a escrever livros contando a história da personagem Preta Pretinha, abordando temas importantes para a convivência das crianças na sociedade.'Me sinto totalmente realizada, porque lutei pesquisei e acreditei que daria certo e hoje dou palestras em escolas, empresas e Instituições Financeiras'.
Outlet Social - 17:27 > - <$BlogItemCommentCount$> Comentários
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Um estilo? Uma idéia? Uma forma de se expressar... Não é questão de moda ou de consumo, e sim de provar que podemos ser e fazer o que quisermos!! Como mostrar isso? Pela roupa que vou usar é claro!!! -----------------------------
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O desfile de oito cabeças femininas completamente alienadas do
mundo fashion.
Beatriz, Mayra, Jamille, Thalita, Danielly, Camile, Fabiana e Grabriela são as oito estudantes de jornalismo que se aventuram nas passarelas onde idéias e comportamentos fazem parte da nova coleção. Outlet Social. Uma manifestação social através da moda Entre e fique à vontade. Estamos em liquidação. Faça sua oferta!
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